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“Democracia para viver” foi o tema da segunda roda de conversa do Grito dos/as Excluídos/as no bairro Nova Floresta em Porto Velho

“Democracia para viver” foi o tema da segunda roda de conversa do Grito dos/as Excluídos/as no bairro Nova Floresta em Porto Velho

Nesta última segunda-feira (14), a Articulação do Grito dos Excluídos de Porto Velho realizou a segunda roda de conversa no bairro Nova Floresta em Porto Velho/RO.   Os participantes dialogaram sobre o significado da democracia nos dias atuais e os retrocessos que vem sofrendo, já que “todo poder emana do povo” (Art. 1, § 1 da Constituição Federal de 1988) e isso não vem sendo respeitado.   A partir de uma dinâmica de dizer o seu grito em uma TV de papelão, os presentes manifestaram que suas principais reivindicações estão relacionadas à falta de saneamento básico (acesso à água potável, rede de esgoto, rede de drenagem, coleta e destinação adequada dos resíduos sólidos), a precariedade do serviço de transporte público com a grande demora dos ônibus e o aumento absurdo da tarifa de R$ 3,00 para R$ 3,80, a falta de abrigos, os problemas na saúde pública com a demora interminável no atendimento e no acesso a exames e medicamentos, o problema crescente da violência urbana com frequentes assaltos e roubos, e o problema na área da educação pública com a falta de investimento na construção de creches e escolas e as condições difíceis que enfrentam os profissionais da educação.   Todos estiveram de acordo que esses gritos devem ecoar nos Órgãos Públicos competentes para que políticas públicas sejam implementadas. Na conclusão, o grupo apontou como única alternativa para a reconstrução do Brasil em ruínas, a ampliação e o aprofundamento da democracia e a participação popular a partir de eleições gerais e a convocação de uma Constituinte Exclusiva para a reforma de todo o Sistema Político. Esse deve ser o grito maior.   Como gesto concreto, o grupo se comprometeu em participar da manifestação do dia 7 de setembro e realizar a terceira roda de conversa para a próxima segunda-feira, dia 21 de agosto, às 19h, no mesmo local, convidando outros moradores do bairro.   Vamos fazer a Roda girar e promover o debate com o povo!   Fonte: Emanuel Meirelles/Articulação do Grito dos Excluídos de Porto Velho
Pastoral da Educação: nota sobre a militarização das escolas públicas em Rondônia

Pastoral da Educação: nota sobre a militarização das escolas públicas em Rondônia

NOTA SOBRE A MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS   “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).   A Pastoral da Educação da Arquidiocese de Porto Velho considera de suma importância a Audiência Pública promovida pela Assembleia Legislativa para tratar da militarização das escolas estaduais de Rondônia, e, no desejo de contribuir para uma melhor compreensão do assunto, manifesta o seu posicionamento.   Em consonância com a Constituição Federal, entendemos que a educação é um dos principais meios para a construção de uma sociedade justa. Neste sentido, destacamos alguns objetivos fundamentais: o compromisso de garantir a inclusão e a equidade para derrotar as várias formas de marginalização e exclusão social; garantir a qualidade da educação, o que inclui a adoção de medidas para proporcionar segurança no ambiente escolar e no seu entorno, bem como a adoção dos meios mais eficazes para assegurar a melhora da aprendizagem e, finalmente, promover formas de aprendizagem que possam ser reinventadas ao longo de toda a vida, assegurando-se, assim, a autonomia e a criatividade dos educandos.   Sustentamos que, para atingir estas finalidades, a escola pública deve 1) acolher a pluralidade, conforme previsto no sistema educacional brasileiro, não podendo um único modelo, como o da militarização, ser adotado ostensivamente; 2) em sintonia com o ideal da democracia, mudanças no sistema educacional ou no modelo de determinada escola devem ser discutidas com a população, sobretudo com a comunidade atingida, e 3) a escola deve ser pensada e gerida não por militares, mas por educadores, com a participação da sociedade.   Reiteramos o nosso compromisso com uma educação ancorada nos valores da justiça social, da verdade e da liberdade e o nosso propósito de continuar empenhando os nossos humildes esforços em vista de um sistema educacional de qualidade e para todos.   Porto Velho, 14 de agosto de 2017.     Odete Alice Marão Coordenadora