Na tarde da quarta-feira, 06, a Comissão Pastoral da Terra – CPT apresentou o Atlas de Conflitos da Amazônia, construído pelos agentes e comissões nos estados da Amazônia legal. O lançamento foi realizado no Centro de Pastoral da Arquidiocese de Porto Velho.

Segundo apresenta o Atlas, em Rondônia, foram 21 assassinatos por violência no campo e já somam 16 casos em 2017. É o segundo estado da Amazônia legal com o maior número de conflitos no campo e com maior número de famílias envolvidas, num total de 191 conflitos e 17.099 famílias.

Na ocasião do lançamento, a mesa para comentar sobre o documento, relatou sobre os conflitos mais recentes da Terra Indígena Suruí Paiter em Cacoal e aqui nos municípios de Nova Mamoré e Porto Velho com o Povo Karipuna. “A Amazônia cristaliza os conflitos, o que a mídia tenta esconder e o avanço do capitalismo significa o avanço da violência. Isso é muito forte na América Latina” comenta Océlio Muniz da Via Campesina.

A partir de um alinhamento técnico com o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da CPT, e com a assessoria do geógrafo e professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes-MG), Gustavo Ferreira Cepolini, cada regional da CPT contribuiu no levantamento dos dados e informações para o Atlas, registrando detalhes como: municípios onde o conflito estava localizado, nome da comunidade, número de famílias impactadas, identidade (posseiros, sem-terra, indígenas, quilombolas etc.), com quem disputavam seus territórios, e outros.

O livro será disponibilizado para download no site da CPT no dia 22 de janeiro de 2018.

 

Fonte: CPT-RO e PASCOM Arquidiocese de Porto Velho