Carta do encontro das pastorais sociais do Regional Porto Velho da Arquidiocese de Porto Velho

“A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença”

(Papa Francisco)

 

Nós, povo de Deus, membros das pastorais e organismos sociais da Arquidiocese, Regional Porto Velho, Pastoral da mulher marginalizada, Pastoral Carcerária, Pastoral da Saúde, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral dos Migrantes, Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral do Menor, Pastoral da Educação, Cáritas, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comissão Justiça e Paz (CJP), Animação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), como movimento popular convidado, reunidos/as no Salão Paroquial da Paróquia São João Bosco, no dia 04 de novembro de 2017, reafirmamos o nosso compromisso com o projeto de Jesus, na defesa dos pobres e excluídos.

Com o objetivo de respondermos ao Plano Arquidiocesano de Pastoral 2017-2020, sobretudo a prioridade 03 - Pastoral de conjunto, que revele uma Igreja Profética na comunhão e na participação – e o Projeto 04Pastoral Social, reorganizar a coordenação da Pastoral Social em cada Região de Pastoral –, aprovamos o Manual das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Porto Velho, o qual será um instrumento de estudo e de unidade entre todas as pastorais, constituímos o Secretariado da Pastorais e Organismos Sociais e assumimos algumas prioridades.

As pastorais sociais têm o desafio de uma maior unidade na sua missão como presença pública da Igreja nos processos de organização da sociedade e na luta pela justiça. Cada Pastoral Social tem um mundo de desafios, seja ligado aos camponeses, aos indígenas, à população de rua, às mulheres, aos negros, aos encarcerados, aos menores, migrantes, ao mundo do trabalho, cujo enfrentamento, pede ações conjuntas. Há também desafios transversais que naturalmente ultrapassam a esfera de ação de cada Pastoral e Organismo Social da Igreja, desafiando-nos à pastoral de conjunto.

A Pastoral Social integra o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, o qual tem por objetivo contribuir, à luz da Palavra de Deus e da Diretrizes Gerais da CNBB, para a transformação dos corações e das estruturas da sociedade em que vivemos, em vista da construção de uma nova sociedade, o Reino de Deus. A Pastoral Social, por sua vez, tem como objetivo desenvolver práticas sociais concretas que viabilizem essa transformação em situações específicas. Iluminados com as palavras do Papa Francisco que nos remete a superação do medo e a uma globalização da esperança, digamos com ele:

Reconhecemos nós que as coisas não andam bem num mundo onde há tantos camponeses sem terra, tantas famílias sem teto, tantos trabalhadores sem direitos, tantas pessoas feridas na sua dignidade! Reconhecemos nós que as coisas não andam bem, quando explodem tantas guerras sem sentido e a violência fratricida se apodera até dos nossos bairros!

- Reconhecemos nós que as coisas não andam bem, quando o solo, a água, o ar e todos os seres da criação estão sob ameaça constante! Precisamos e queremos uma mudança (Discurso ao Encontro Mundial dos Movimentos Populares. Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, 9 de Julho de 2015).

Em comunhão com a nossa Igreja Arquidiocesana de Porto Velho, de mãos dadas, reacendemos a chama da nossa missão. O nosso muito obrigado aos irmãos e irmãs que aceitaram compor a coordenação das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Porto Velho.

 

Fonte: Pastorais Sociais da Região Pastoral Porto Velho