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CEBs: 14zinho Regional Noroeste será realizado na cidade de Ji-Paraná-RO

CEBs: 14zinho Regional Noroeste será realizado na cidade de Ji-Paraná-RO

Dentre os gritos da Amazônia, o “Grito das cidades”, assumido ano de 2009 em Porto Velho/RO no 12º Intereclesial das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), sintetiza os desafios da urbanização, da pobreza, o inchaço das cidades, o clamor da periferia, que vive todo tipo de carência e exclusão. Como proposta, Aparecida recomenda “uma nova pastoral urbana” (DAp 509-519) e é nessa perspectiva que o tema do 14º Intereclesial das CEBs a ser realizado em Londrina/PR traz “CEBs e os desafios no mundo urbano”, com o lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7). Nesse intuito, as CEBs do Regional Noroeste realizarão o 14zinho nos dias 27 a 29 de outubro, na cidade de Ji-Paraná, Rondônia.   Sobre o 14zinho O 14zinho é um marco no processo das reflexões para o 14º Intereclesial. Também é um momento de encontro e convivência daqueles que representarão as suas comunidades e um espaço de comunhão, dialogo e exercício de cidadania. É bom fazer memória das experiências dos Intereclesiais, como expressa o documento 92 da CNBB, “Mensagem ao Povo de Deus sobre as Comunidades Eclesiais de Base: Os Encontros dos Intereclesiais das CEBs são patrimônio teológico e pastoral da Igreja no Brasil. Desde a realização do primeiro, em 1975 (Vitória/ES), reúnem diversas dioceses para troca de experiência e reflexão teológica e pastoral acerca da caminhada das CEBs. Foram treze encontros nacionais, diversos encontros de preparação em várias instâncias (paróquias, dioceses, regionais) e, desde a realização do 8º Intereclesial ocorrido em Santa Maria/RS (1992) são realizados seminários de preparação e aprofundamento dos temas ligados ao encontro, é a manifestação visível da eclesialidade das CEBs, os encontros intereclesiais congregam bispos, religiosos e religiosas, presbíteros, assessores e assessoras, animadores e animadoras de comunidades, bem como convidados de outras igrejas cristãs e tradições religiosas. Neles se expressa a comunhão entre os fiéis e seus pastores. Para este ano, está sendo organizado três ônibus que transportarão os delegados do estado do Acre, Sul do Amazonas e de Porto Velho para Ji-Paraná, sendo que dois ônibus de Porto Velho sairá às 9h em frente da Catedral Sagrado Coração de Jesus. Os participantes convocados são todos os delegados e delegadas das CEBs do Regional Noroeste que irão rumo ao 14º Intereclesial das CEBs a ser realizado em janeiro de 2018 na cidade de Londrina/PR.   Fonte: Regional Noroeste/Comunicação das CEBs do Brasil
4º Congresso Missionário Nacional: dom Roque Paloschi faz memória dos mártires e convoca missionários para não deixar a profecia cair

4º Congresso Missionário Nacional: dom Roque Paloschi faz memória dos mártires e convoca missionários para não deixar a profecia cair

Irmã Adelaide, Chico Mendes, padre Josimo Tavares, padres Ezequiel Ramin, padre João Bournier, dom Oscar Romero, Irmã Dorothy Stang, Margarida Alves. Esses foram alguns dos nomes citados pelo arcebispo de Porto Velho (RO) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Roque Paloschi, durante a conferência que proferiu nesta sexta-feira, 8, no 4º Congresso Missionário Nacional (4º CMN), em Recife (PE). O que esses homens e mulheres têm em comum? O testemunho e o martírio por causa do evangelho, tema da conferência do arcebispo.   Emocionados, os 700 congressistas que lotam o Teatro Madre Chantal, do Colégio Damas, acompanharam com atenção a conferência do arcebispo, entremeada de vídeos e imagens de missionários e lideranças populares assassinados no Brasil na luta pelos direitos humanos ao longo de décadas. Dom Roque ressaltou que o profetismo sempre acompanhou a Igreja ao longo de sua história. “A Igreja é herdeira e continuadora do profetismo do primeiro e do segundo testamento”, disse.   Dom Roque ligou o testemunho e a profecia com a opção pelos pobres na Igreja da América Latina. “A opção pelos pobres na América Latina desemboca forçosamente na profecia. O profeta fala tudo o que Deus quer e só o que Deus quer. Na espiritualidade profética não há contradição entre fé e vida”, afirmou.   O presidente do Cimi condenou as reformas defendidas pelo presidente Temer, especialmente, a trabalhista e a da Previdência, além da extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), no Pará e Amapá. “Os direitos estão sendo violados simplesmente com uma canetada do Temer para o desespero dos pobres. Com esse Congresso, passa tudo. A situação é desesperadora por causa das decisões do executivo e legislativo”, avaliou.   O arcebispo classificou de “desesperadora” a situação vivida pelos indígenas com as constantes ameaças aos seus direitos. “Os direitos indígenas estão sendo solapados. A situação é desesperadora. Os projetos das grandes barragens vão atingir muitos povos indígenas sem contato”, advertiu.   Dom Roque exortou os missionários a não deixarem a profecia cair. “Não podemos ter a tentação de fugir da cruz. O testemunho fiel da missão sempre foi a melhor pregação que a Igreja pode fazer na história da humanidade. O profeta é capaz de ouvir a palavra de Deus na vida do povo”, observou.   Lembrando figuras como dom Helder Câmara e dom Pedro Casaldáliga, disse que o testemunho é necessário para a sobrevivência e a continuidade da Igreja. “Não se pode ser cristão e suportar a injustiça com a boca calada”, disse, citando o bispo emérito de São Félix do Araguaia, dom Pedro Casaldáliga.   O arcebispo concluiu sua conferência recordando o testemunho de algumas mulheres indígenas, na luta pela demarcação das terras indígenas. “Testemunho e profecia não se fazem só com palavra. Nosso Congresso não pode deixar morrer a memória de tantos irmãos e irmãs que tombaram por causa de Deus”, concluiu.   Para tratar do tema central do Congresso “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”, foram programadas cinco grandes conferências e 20 oficinas.   O Congresso é promovido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) em comunhão com o Conselho Missionário Nacional (Comina) e a arquidiocese de Olinda e Recife.   Fonte: Assessoria de Comunicação do 4º CMN / POM