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Cimi: povo Karipuna vive iminência de genocídio em Rondônia

Cimi: povo Karipuna vive iminência de genocídio em Rondônia

A Terra Indígena (TI) Karipuna, localizada nos municípios de Porto Velho e Nova Mamoré, com 153 mil hectares, homologada em 1998, fica no centro de uma região onde é grande e crescente a pressão sobre a floresta. Mal comparando, poderia se dizer que a TI estaria no olho de um furacão, devido à pressão de madeireiros, pescadores e grileiros que estão adentrando na mesma em  todos os seus quadrantes. Ultimamente, a ocorrência de loteamentos aumentou a preocupação dos indígenas. O procurador do Ministério Público Daniel Azevedo Lobo, que desde o início deste ano passou a acompanhar a difícil situação da etnia, considera a situação dos Karipuna como de extrema vulnerabilidade. “Eu acho que se pode falar em uma pretensão de genocídio do povo Karipuna, com o objetivo de invadir a TI, tirar os índios e ocupar a área. Para mim pode não ser um genocídio propriamente pela Lei Penal, mas é uma forma de genocídio do ponto de vista de direitos humanos. E também não afastamos a possibilidade de um genocídio do ponto de vista da lei penal, porque estas pessoas madeireiros e grileiros têm armas e muitas vezes são violentas. Então, pode haver genocídio, morte, violência”. Leia a matéria completa no site do Cimi. Fonte: Ana Aranda, Especial para o Cimi Regional Rondônia​​​​
“Democracia para viver” foi o tema da segunda roda de conversa do Grito dos/as Excluídos/as no bairro Nova Floresta em Porto Velho

“Democracia para viver” foi o tema da segunda roda de conversa do Grito dos/as Excluídos/as no bairro Nova Floresta em Porto Velho

Nesta última segunda-feira (14), a Articulação do Grito dos Excluídos de Porto Velho realizou a segunda roda de conversa no bairro Nova Floresta em Porto Velho/RO.   Os participantes dialogaram sobre o significado da democracia nos dias atuais e os retrocessos que vem sofrendo, já que “todo poder emana do povo” (Art. 1, § 1 da Constituição Federal de 1988) e isso não vem sendo respeitado.   A partir de uma dinâmica de dizer o seu grito em uma TV de papelão, os presentes manifestaram que suas principais reivindicações estão relacionadas à falta de saneamento básico (acesso à água potável, rede de esgoto, rede de drenagem, coleta e destinação adequada dos resíduos sólidos), a precariedade do serviço de transporte público com a grande demora dos ônibus e o aumento absurdo da tarifa de R$ 3,00 para R$ 3,80, a falta de abrigos, os problemas na saúde pública com a demora interminável no atendimento e no acesso a exames e medicamentos, o problema crescente da violência urbana com frequentes assaltos e roubos, e o problema na área da educação pública com a falta de investimento na construção de creches e escolas e as condições difíceis que enfrentam os profissionais da educação.   Todos estiveram de acordo que esses gritos devem ecoar nos Órgãos Públicos competentes para que políticas públicas sejam implementadas. Na conclusão, o grupo apontou como única alternativa para a reconstrução do Brasil em ruínas, a ampliação e o aprofundamento da democracia e a participação popular a partir de eleições gerais e a convocação de uma Constituinte Exclusiva para a reforma de todo o Sistema Político. Esse deve ser o grito maior.   Como gesto concreto, o grupo se comprometeu em participar da manifestação do dia 7 de setembro e realizar a terceira roda de conversa para a próxima segunda-feira, dia 21 de agosto, às 19h, no mesmo local, convidando outros moradores do bairro.   Vamos fazer a Roda girar e promover o debate com o povo!   Fonte: Emanuel Meirelles/Articulação do Grito dos Excluídos de Porto Velho