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Pastorais se encontram no VII Encontro Nacional do Setor Mobilidade Humana da CNBB

Pastorais se encontram no VII Encontro Nacional do Setor Mobilidade Humana da CNBB

Sob a expressão “mundo em movimento” se articulam e se abrigam o Apostolado do Mar, as pastorais dos Nômades, Refugiados, Rodoviária, Turismo, Migrantes, Nipo Brasileira, os Estudantes Internacionais e o trabalho pastoral na Tríplice Fronteira. Este grupo se reunirá no VII Encontro Nacional das Pastorais do Setor Mobilidade Humana, de 17 a 19 de agosto, no Recanto Assis, um centro de espiritualidade em Belo Horizonte (MG).   A atividade, organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual o Setor Mobilidade Humana faz parte, tem como objetivo refletir sobre a conjuntura social, política e eclesial e sobre o tema da mobilidade humana para identificar os desafios e apontar as respostas para uma “Igreja em Saída”.   Haverá um momento previsto, na pauta do encontro, para que cada pastoral e atividade apresente uma experiência significativa do trabalho desenvolvido desde o último encontro. Os participantes buscarão analisar a realidade da mobilidade humana para pensar a atuação pastoral a partir dos desafios.   “Igreja em saída” Segundo o bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Salles, bispo referencial do Setor de Mobilidade Humana da CNBB, este encontro vai buscar identificar os desafios e apontar respostas para uma Igreja em Saída, como pede o papa Francisco.   O bispo diz que as grandes preocupações que irão estar presentes nos debates são as violações aos direitos humanos, o tráfico de pessoas,  o contrabando de migrantes e o tema das políticas públicas. “Teremos que estar com o olhar atento, de modo especial, para a regulamentação da nova lei das migrações”, disse.   “Olhando para que o papa Francisco tem pedido à Igreja,  vamos vivenciar momentos de estudo e convivência fraterna para encontrar caminhos para, como Igreja no Brasil, realizar o sonho de Jesus: acolher, proteger, promover e integrar as pessoas em situação de migração”, disse.   Estão confirmados para participar deste encontro, além dos representantes das pastorais e ações do campo da mobilidade humana, os bispos dom Irineu Roman, auxiliar de Belém (PA) e referencial da Pastoral do Turismo; dom José Edson Santana Oliveira, bispo de Eunápolis (BA) e referencial da Pastoral dos Nômades; e dom José Luiz Ferreira Salles, bispo de Pesqueira (PE) e responsável pelo Setor Mobilidade Humana da CNBB.   Fonte: CNBB
Protagonismo de leigos e missionariedade de religiosos são marcas do Regional Noroeste

Protagonismo de leigos e missionariedade de religiosos são marcas do Regional Noroeste

Fruto de uma subdivisão do Regional Norte I, o Regional Noroeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – antigo Norte I B -, se constituiu, num primeiro momento, a partir de uma decisão que se deu na Assembleia do Regional Norte I, em Manaus (AM), no ano de 2000. Esta decisão foi referendada na 39ª Assembleia Geral da CNBB, em Itaici (SP), em 19 de julho de 2001.   A grande marca da Igreja nesta realidade é o volume de lideranças leigas que testemunham a força do Evangelho na luta pela vida e a missionariedade de religiosos e religiosas comprometidos com um apostolado centrado nas exigências da Igreja local.   O primeiro presidente do Regional Noroeste foi dom José Maria Pinheiro e o vice-presidente, dom Jesus Moraza. Assumiu como primeira secretária-executiva a irmã Benedita Domingos Nogueira. Até então, o regional já teve 5 presidentes. Atualmente é presidido pelo bispo de Ji-Paraná (RO), dom Bruno Pedron. O bispo de Rio Branco (AC) exerce a vice-presidência. Dom Benedito Araújo, bispo de Gujará-Mirim (RO) assumiu a função de secretário-executivo.   O Regional Noroeste engloba geograficamente os estados de Rondônia, Acre e sul do Amazonas. Neste território, estão presentes a arquidiocese de Porto Velho (RO), dioceses de Guajará-Mirim, Humaitá, Ji-Paraná, Cruzeira do Sul, Rio Branco e a prelazia de Lábrea.   Urgências da ação evangelizadora Cinco urgências são assumidas pela Igreja do Brasil nesta realidade particular a partir das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. São elas: a) Igreja em estado permanente de missão; b) Igreja: casa da iniciação à vida cristã; c) Igreja: lugar de animação bíblica; d) Igreja: comunidades de comunidades; e) Igreja: a serviço da vida plena para todos.   O bispo de Guajará-Mirim (RO), dom Benedito Araújo, secretário do Regional, avalia que é notório os esforços para vivenciar as orientações da Assembleia Regional de Pastoral e das assembleias Diocesanas que encampam essas urgências pastorais.   Invasões de terras indígenas já demarcadas por madeireiros, garimpeiros e grileiros são um problema recorrente na região, sobretudo em Rondônia e sul do Amazonas, o que faz com o que o Regional se posicione permanentemente cobrando providências do Estado brasileiro.   Para o religioso, os principais desafios para atuação enquanto Igreja no Regional são os impactos ambientais, causados pelo agronegócio, mineração, barragens e outros e as Políticas públicas, insuficientes para atender as demandas na área da saúde, educação e social.   O bispo disse que as cidades da região são canteiros de obras mal acabadas e mal feitas e que o trabalho escravo, o tráfico e as drogas, bem como os conflitos e violências decorrentes do desrespeito às conquistas e direitos adquiridos pelos povos tradicionais também são problemas recorrentes desta realidade.   O Regional lançou recentemente seu Anuário Geral 2017 no qual constam o seu histórico de criação, como está organizado, calendário de atividades, bem como os contatos do regional, dioceses, animadores de pastoral, organismos e movimentos. O material foi organizado na reunião do Conselho Episcopal Regional (Conser), realizada em setembro de 2016.   Uma de suas novidades, conforme o presidente do Regional, dom Bruno Pedron, está nas informações que oferece para o bom funcionamento do Secretariado Regional, como agendamento e cuidado na utilização dos equipamentos, bem como as orientações para utilização e prestação de contas. Fonte: CNBB