Lema Episcopal: “Estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27)
Nascido em 09/05/1968, em Camocim – CE. Sua família mudou-se para Rondônia no início da década de 1990, onde realizou sua formação e iniciou seu ministério sacerdotal na Arquidiocese de Porto Velho.
1992–1998 – Realiza os estudos de Filosofia e Teologia no Seminário São João XXIII, em Porto Velho – RO;
21/11/1998 – É ordenado diácono;
18/09/1999 – É ordenado presbítero na Arquidiocese de Porto Velho – RO;
1999–2005 – Exerce a função de reitor do Seminário Menor Dom Hélder Câmara, em Porto Velho – RO;
1999–2013 – Exerce o ministério como pároco da Paróquia São Cristóvão, em Porto Velho – RO;
2002–2005 – Coordena a Comissão Regional Noroeste de Presbíteros da CNBB;
2005–2010 – Exerce a função de coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Porto Velho – RO;
2009–2012 – Atua como assessor das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Regional Noroeste da CNBB;
2012–2020 – Exerce o ministério como pároco da Catedral Sagrado Coração de Jesus, em Porto Velho – RO;
2016–2020 – Atua como professor de Introdução à Sagrada Escritura e Gestão Eclesial no Seminário São João XXIII, em Porto Velho – RO;
12/08/2020 – É nomeado pelo Papa Francisco Bispo da Diocese de Humaitá – AM;
17/10/2020 – É ordenado bispo na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Humaitá – AM, tendo como ordenante principal Dom Franz Josef Meinrad Merkel, com a participação de Dom Roque Paloschi e Dom Esmeraldo Barreto de Farias;
01/07/2026 – É nomeado pelo Papa Leão XIV Administrador Apostólico da Diocese de Rio Branco – AC;
18/09/2026 – É nomeado pelo Papa Leão XIV Bispo da Diocese de Rio Branco – AC.

O lema episcopal de Dom Antônio Fontinele de Melo, “Estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27), expressa a essência do ministério episcopal como serviço à Igreja e ao povo de Deus. Inspirado no exemplo de Jesus Cristo, o bispo é chamado a viver sua missão não como honraria, mas como entrega, configurando sua vida à de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.
As duas estrelas que envolvem o lema simbolizam a luz, a esperança e a sabedoria divina, que orientam o caminho mesmo nas noites mais escuras, como uma bússola segura na missão evangelizadora.
O brasão episcopal de Dom Antônio Fontinele de Melo reúne elementos da fé cristã e da realidade cultural e amazônica da Diocese de Humaitá – AM. O escudo inglês é contornado por elementos da cultura indígena, destacando a presença ancestral desses povos no território diocesano. O próprio nome Humaitá tem origem indígena e significa “pedra negra”.
Na parte direita do escudo, a cruz amarela representa Jesus Cristo, trono glorioso e centro da fé cristã. Ao lado, o báculo simboliza a missão do bispo como pastor, chamado a reunir, ensinar, conduzir, santificar, governar e defender a vida do rebanho. A cor prata evoca a paz, a pureza, a sinceridade e o serviço próprio do ministério episcopal.
No canto superior esquerdo, o açaizeiro representa a flora amazônica e sua importância para a alimentação e a subsistência das comunidades. A cor verde remete à riqueza da vegetação, da fauna e da natureza presente no território da Diocese.
No centro do escudo, a barca com três tripulantes representa a Igreja, guiada por Cristo e presente no meio do povo. As figuras simbolizam três culturas que compõem a realidade amazônica: indígena, branca e negra. A figura indígena aponta a direção e favorece a navegação; a figura branca movimenta a barca com os remos, recordando o esforço e o compromisso com a caminhada; e a figura negra, cabocla e mestiça, aparece próxima às redes de pesca, que representam o trabalho e o sustento.
O chapéu nas mãos de um dos tripulantes expressa a fé genuína e a atitude de reverência diante de Deus. A cruz que surge de seus ombros recorda as cruzes de nosso tempo e os crucificados de hoje, chamando a Igreja a permanecer próxima dos que sofrem.
Na parte inferior, o rio azul simboliza a espiritualidade, a verdade, a lealdade e a transparência. Recorda também a missão do bispo de permanecer fiel a Jesus Cristo, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6), em comunhão com a Igreja e com o Romano Pontífice.
Os peixes representam a graça e a providência de Deus, que não abandona seu povo e sustenta a Igreja com vocações e ministérios para a realização da missão evangelizadora. A barca segue seu caminho graças à direção de Cristo e ao esforço de todos os que nela navegam.
Assim, o brasão expressa uma Igreja que caminha com os povos da Amazônia, valoriza suas culturas e assume o ministério episcopal como serviço, esperança e compromisso com o Evangelho.