Porto Velho, quarta, 30 de setembro de 2026

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30/09/2026 .

“Igreja em tenda”: CEBs, PJ, PASCOM e Laicato realizam o 1º Encontro Colegiado da Arquidiocese de Porto Velho

Nos três dias de encontro, os participantes rezaram, refletiram e ajudaram a construir as prioridades do novo Plano de Pastoral Arquidiocesano.

De 11 a 13 de setembro de 2026, o Centro Arquidiocesano de Pastoral (CAP) sediou o Primeiro Encontro Colegiado, reunindo lideranças das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Pastoral da Juventude (PJ), da Pastoral da Comunicação (PASCOM) e do Laicato. O tema “Igreja em tenda: comunidades que caminham juntas, alargam seus espaços e saem em missão”; e o lema, “Levanta-te, brilha! Pois chegou a tua luz” (Is 60,1).

Vieram lideranças de paróquias e comunidades de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Campo Novo de Rondônia, Buritis, Ariquemes, Machadinho D’Oeste e Candeias do Jamari, além dos distritos. A proposta era rezar juntos, ler a realidade à luz da fé e oferecer contribuições para a ação evangelizadora da Igreja local.

Fé e cidadania
Na abertura, na sexta-feira (11), Eloia, assessora das CEBs do Regional Noroeste, conduziu a Análise de Conjuntura com o título “Encantar a Política: Fé, Cidadania e Eleições 2026”. Seguindo o método Ver, Julgar e Agir e inspirada na Fratelli Tutti, a reflexão tratou de saneamento, saúde materno-infantil, violência contra mulheres e crianças, emergência climática, jornadas de trabalho, apostas on-line e cultura digital. O foco, como lembrou a assessora, “não é o debate partidário, mas o discernimento profético”, entendendo a política como forma de caridade e de serviço ao bem comum.

As DGAE e o novo Plano de Pastoral
No sábado (12), o dia começou com a Celebração da Palavra, presidida pela leiga Sueli Ribeiro. Depois, Clemildo apresentou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) 2026–2032, partindo de uma pergunta central: “O que o Espírito Santo está dizendo à Igreja no Brasil?”. Ele explicou a imagem da tenda do encontro (acolher, escutar, discernir e enviar), os cinco caminhos da missão (Palavra, Iniciação, Comunidades, Liturgia e Vida Plena) e as três conversões: das relações, dos processos e dos vínculos.

Em seguida, Maria de Fátima Castro O. Molina contou como está sendo escrito o novo Plano de Pastoral Arquidiocesano. O texto é uma construção coletiva feita a partir dos relatórios das paróquias, das visitas pastorais de Dom Roque, dos frutos do Congresso Eucarístico e das DGAE.

Nos grupos de trabalho, os participantes responderam à pergunta “O que as diretrizes pedem de nós?”. Entre as prioridades que surgiram estão: o protagonismo das juventudes; a Iniciação à Vida Cristã; a formação de leigos e leigas; a Igreja em saída rumo às periferias; o serviço aos mais pobres.

O trem das CEBs em dez vagões
À tarde, a dinâmica “Comunidades Eclesiais de Base em 10 Vagões” percorreu a história das CEBs. O percurso começou nas primeiras comunidades cristãs (At 2,42), passou pelo Concílio Vaticano II e pelas Conferências de Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida e chegou aos Encontros Intereclesiais. O último vagão perguntava: “Para onde vai o trem?”.

Eloia apresentou depois o Texto-Base do 16º Intereclesial das CEBs, com o tema “CEBs: caminhando com as juventudes, na alegria do Evangelho, a serviço do Reino”. O Intereclesial acontece de 20 a 24 de julho de 2027, em Cachoeiro de Itapemirim (ES). A reflexão chamou as comunidades a superar o adultocentrismo, o utilitarismo e o clericalismo e a ser espaços de escuta, acolhida e cuidado com os jovens.

A noite terminou com a Vigília do Ofício Divino das Comunidades e um momento cultural.

Paróquia, rede de comunidades sinodais
No domingo (13), cada organismo apresentou uma síntese de como caminhar juntos em sete eixos: comunidades, articulação arquidiocesana, formação, comunicação, juventudes, sustentabilidade e relação entre laicato, clero e religiosos/as. Eloia conduziu então a reflexão “Paróquia como Rede de Comunidades Sinodais”. Ela destacou que o núcleo da vida eclesial é a pequena comunidade, gestada nos grupos bíblicos, e que a Igreja precisa passar de um modelo triangular para um modelo circular, fundado na igualdade batismal e na corresponsabilidade.

Os grupos transformaram as reflexões em planos de ação concretos para 2027. O encontro terminou com a Santa Missa, presidida pelo Pe. André, coordenador de pastoral.

“O encontro não termina quando voltamos para casa. É quando começa a missão de colocar em prática aquilo que vivemos.”

 

Por: Carlos Vitor – Articulação das CEBs da Arquidiocese de Porto Velho

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