Porto Velho, terça, 03 de março de 2026

02/03/2026 .

Reflexão: 2° Domingo da Quaresma – Ano A

2º DOMINGO DA QUARESMA ANO A

“Este é meu filho amado. Escutai-o”!

Na caminhada para a Páscoa do Senhor, em espírito quaresmal e da Campanha da Fraternidade, chegamos ao 2º Domingo da Quaresma. Após sermos, com Jesus, impulsionados pelo Espírito ao deserto onde, vencendo o fermento da maldade, iluminados pela Palavra e animados pelos gestos de caridade solidária, fraternos cheguemos à celebração das alegrias Pascais.

Hoje, no 2º domingo da Quaresma, somos convidados a subir com Jesus à montanha sagrada da transfiguração, para que, escutando sua voz e, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos na contemplação de sua glória. Como aos discípulos e pelo testemunho de Moisés e de Elias, hoje, Cristo nos ensina que pelo sofrimento da cruz, chegará à gloria da ressurreição (cf. Prefácio).

O Evangelista no relato da Transfiguração, convida-nos a conhecer melhor a identidade “do Jesus que veio morar entre nós”(Jo,4). Para isto, Mateus utiliza expressões intensas: “alta montanha”, “seu rosto brilhou como sol”, “suas vestes ficaram brancas como a luz”, “Moisés e Elias, conversando com Jesus”, “uma nuvem luminosa os cobriu”, e uma “voz”, saindo da nuvem, revelou a verdadeira identidade d’Ele: “Este é meu Filho amado, escutai-o”. São expressões vigorosas que comunicam a emoção de haver descoberto o “verdadeiro rosto” do amado do Pai e nosso irmão.

O Evangelho de hoje nos propõe uma atenta sintonia com o pulsar da vida e da presença do Senhor que a habita em nosso meio. Que se “revela e brilha para além das nossas aparências e convenções. Em meio ao alvoroço de muitas vozes que desfiguram o rosto de milhões de seres humanos, de olhar abatido pela carência de uma moradia digna e adequada. O evento da Transfiguração propõe a escuta da “Voz de quem transfigura”. A ”Voz” que se dirige a cada um de nós e sussurra aos ouvidos as palavras que possuem o vigor de transfigurar-nos: “Tu és meu filho amado”!

A experiência da Transfiguração é isso: Deus entra no nosso espaço vital. Ele bate à porta de nossa casa naquelas situações difíceis, de cruz pesada e nos faz deslocar para o alto da montanha. E aqui, numa deslumbrante visão, acontece algo novo: a transfiguração, um novo horizonte de vida. Aquela “Voz” amplia nossos olhos, abre nossa mente e alarga o nosso coração. Sentimo-nos chamados e compreendemos melhor a nós mesmos. Sentimo-nos envolvidos e redescobrimos um sentido novo, um significado nunca imaginado para nossa própria vida. Contudo, é uma “Voz” mobilizadora, que nos arranca de nossas omissões e acomodações (“façamos aqui três tendas…”) e nos faz descer da montanha em direção à planície do compromisso e do serviço, em particular (nesta Quaresma) aos milhões de irmãos sem teto e de famílias sem uma moradia digna e adequada.

Quaresma é tempo para aguçar nossos ouvidos e que nos inquieta e mobiliza pela “escuta da Voz”, única e original, que vem de Deus. Voz que toca e desperta energias adormecidas no nosso interior. Voz que ativa nossa identidade. Voz que nos faz voltar ao nosso ser essencial. Voz que reconstrói nossa dignidade, que ilumina nossa mente, que aquece nosso coração, solícitos na prática de gestos solidários e, portanto, ágil no caminhar para a glória da ressurreição.

“Abençoai generosamente, Senhor, todos aqueles que ouvem a voz de vosso amado Filho, para que possam desejar sempre e, um dia, felizes alcançar a mesma glória que ele revelou na montanha sagrada”.

 

Texto: Frei Faustino

Por: Daiane Sales – Assessoria de Comunicação 

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