Neste último Domingo de Ramos, a Igreja no Brasil realizou a Coleta da Solidariedade, em favor da Campanha da Fraternidade. Neste ano, somos iluminados pelo tema da fraternidade e da moradia digna, e pelo lema: “Ele veio morar entre de nós” ( Jo 1,14).
A Coleta da Solidariedade é expressão concreta do caminho quaresmal que percorremos, marcado pela oração, pelo jejum e pela esmola. Aquilo que assumimos como propósito de oração, buscando a conversão do coração ao longo destes 40 dias, e aquilo que exercitamos no jejum — abrindo mão de algo para fortalecer o espírito — somos convidados a transformar em gesto de caridade.
A esmola, mais do que uma simples doação, é sinal concreto de amor ao próximo. A Palavra de Deus nos recorda que a caridade responde às necessidades dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres, reconhecendo que somos chamados a promover a justiça e a partilha.
A coleta realizada nas comunidades de todo o Brasil tem destinação solidária: 40% permanecem na diocese, apoiando projetos locais, e 60% são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade, administrado pela CNBB, que financia iniciativas em todo o país, sempre com transparência e em sintonia com o tema proposto a cada ano.
Na Arquidiocese de Porto Velho, diversos projetos são beneficiados por esta partilha solidária. No ano passado, por exemplo, foram contempladas iniciativas como: Aprender a Ser (Paróquia São José Operário – Vila Princesa), Costurando Vidas (Paróquia São José Operário – Comunidade São João Batista), Casa de Acolhida Madre Assunta Marchetti (Pastoral do Migrante), Casa Família Rosetta, Warao, o Projeto de Música (Paróquia Sagrado Coração – Vale do Anari), além do Projeto Levanta-te e Anda.
Essas ações demonstram como a caridade se torna concreta e transforma vidas, alcançando diferentes realidades e necessidades do nosso povo.
Que os frutos deste gesto solidário, realizado no Domingo de Ramos, continuem a produzir vida nova e esperança em nossas comunidades, fortalecendo o compromisso com a fraternidade e a dignidade de todos.
Fonte: CNBB
Por: Daiane Sales – Assessoria de Comunicação / Pe. André Luiz – Coordenação de Pastoral