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Membros do Movimento dos Pequenos Agricultores são acolhidos pela CNBB para primeira refeição

Membros do Movimento dos Pequenos Agricultores são acolhidos pela CNBB para primeira refeição

Militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) encerraram a greve de fome que durou 10 dias. O objetivo da ação era pressionar o Congresso Nacional para não levar adiante a votação da reforma da previdência. Representes das Comissões Episcopais Pastorais do Laicato e da Ação Social Transformadora acompanharam toda a movimentação e o desfecho da greve e organizaram a primeira alimentação no refeitório da sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). De acordo com Bruno Pilon, da coordenação nacional do MPA, a decisão de encerrar a greve se deu mediante a certeza de que a votação seria adiada para fevereiro de 2018, conforme foi anunciado na tarde do dia 14/12, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. “Entendemos que foi uma grande vitória”, avaliou Bruno. Contudo, o líder do MPA ressalta que encerra-se, com o fim da greve, uma fase da luta, mas que a luta por direitos e pela democracia brasileira continua. Um dos manifestantes é o frei gaúcho Sergio Görgen, membro do MPA. De acordo com o franciscano, a intenção é aumentar a “indignação pública” contra a reforma. “Uma greve de fome só se justifica numa situação extrema, e nós estamos em uma situação extrema porque essa reforma é uma violência contra os pobres, uma ameaça de fome pra milhões de pessoas. É hora de a gente mostrar a nossa indignação antes que seja tarde”, disse. O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB acolheu as lideranças sociais e abençoou a refeição servida. Sob supervisão do médico Ronald Wolff, de Porto Alegre (RS), que acompanhou os militantes durante a greve de fome, foi servida uma canja de galinha com arroz integral. Em torno da refeição, as lideranças do MPA fizeram uma mística entoando trechos da canção Quando o dia da Paz Renascer, de autoria do Zé Vicente: “Quando o dia da paz renascer, Quando o sol da esperança brilhar, Eu vou cantar/Quando o povo nas ruas sorrir, E a roseira de novo florir, Eu vou cantar". Fonte: CNBB
Dom Roque Paloschi envia Mensagem de Natal

Dom Roque Paloschi envia Mensagem de Natal

Porto Velho, 14 de Dezembro de 2017. MENSAGEM DE NATAL   Amados irmãos e irmãs. Paz e bem! É com alegria que me dirijo a cada um(a) de vocês nesse tempo litúrgico tão bonito e importante que é o Advento do Senhor. Tempo que nos prepara para o Natal do Menino Jesus. O Papa Francisco, em sua Mensagem de Natal, recorda-nos que na noite santa “concretiza-se o amor de Deus por nós no Menino que nos é dado gratuitamente”. Usando as palavras de São Paulo, ele nos diz: “Pois a graça salvadora de Deus manifestou-se a toda a humanidade” (Tt 2,11). A noite do Natal é uma noite de glória proclamada pelos anjos em Belém e também por nós em todo o mundo. Deus se faz um de nós, próximo de nós, é Deus-Conosco! Como cristãos não podemos nos deixar distrair com os apelos do comércio, as luzes, presentes e banquetes. É preciso deixar-se interpelar pelo Mistério do Natal, mistério que traz em si um profundo paradoxo: é momento de luz, alegria e esperança; mas é também de tristeza, “já que o amor não é acolhido, e a vida é descartada”. Natal é tempo de sensibilizar o nosso coração para ver a dor do outro, como nos convida o Papa Francisco: “Deixemo-nos interpelar pelo Menino na manjedoura, mas deixemo-nos interpelar também pelas crianças que, hoje, não são reclinadas em um berço nem acariciadas pelo carinho de uma mãe e de um pai, mas jazem nas miseráveis ‘manjedouras de dignidade’: no abrigo subterrâneo para escapar de bombardeamentos, na calçada em uma grande cidade, no fundo em um barco sobrecarregado de migrantes. Deixemo-nos interpelar pelas crianças que não se deixam nascer, as que choram porque ninguém lhes sacia a fome, aquelas que na mão não têm brinquedos, mas armas”. Como aconteceu com José e Maria, que encontraram as portas fechadas “porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7), assim continua acontecendo para tantas famílias que não possuem, sequer, a segurança de um teto para si e seus filhos. A violência e a incerteza dos direitos mais básicos e o crescimento de um sistema que mata, rouba os sonhos de nossos jovens. A situação de abandono pelos poderes públicos e, algumas vezes, pela própria família em que se encontram nossos idosos e doentes, exige de nós conversão e solidariedade. O Menino Deus que se revela na simplicidade e pobreza é sinal de que para encontrar a Deus é preciso fazer como os pastores fizeram naquela noite santa: “foram, pois, às pressas” (Lc 2,16). É preciso ir onde Ele está, ir ao encontro de milhões e milhões de empobrecidos e marginalizados para estender a mão e ser para esses irmãos e irmãs um pouco de luz em meio às trevas da indiferença em que estão mergulhados. Graças ao coração misericordioso de Deus, não obstante nossas trevas resplandece a luz que dá ao Natal um sabor de esperança, pois, aos olhos de Deus ninguém é marginalizado! Peçamos, então, a graça de compreender o verdadeiro sentido do Natal. Com Maria e José, contemplemos na manjedoura o amor humilde e infinito do menino Jesus “que nasce como pão para a nossa vida” e nos convida a ser pão partido para nossos irmãos e irmãs. Peçamos a graça de fazer a passagem “da gruta de Belém à gruta interior” que é o nosso coração. Esta é a viagem que nos leva a crescer, amar e compartilhar com os outros o dom da vida; a aprender a ver nas pessoas a grande reserva de bondade, altruísmo e generosidade que carregam dentro de si; e a nunca nos conformar com a injustiça e a violência. Que ao comprar nossos presentes, lembremo-nos dos Reis Magos que levaram seus presentes ao Menino pobrezinho de Belém. Lembremos que o aniversário é de Jesus; lembremos que podemos encontrá-lo hoje, concretamente, nos pobres ao nosso redor. Quem sabe, abrir nossos cofres para levar um chinelo a quem está descalço; uma camisa, a quem está nu; um pão a quem está com fome... Que este Natal seja vivido não só com palavras, músicas e luzes, mas, principalmente, com atitudes concretas de cordialidade, gentileza e solidariedade para com todos(as), sobretudo, com os mais pobres.   Feliz Natal e um Ano Novo repleto das bênçãos de Deus!     ROQUE PALOSCHI Bispo da Igreja que está em Porto Velho-RO