Porto Velho, segunda, 28 de novembro de 2022

Arquidiocese de Porto Velho
17/10/2022 . Palavra do Bispo

29º Domingo do Tempo Comum – Mês Jubilar Missionário

Irmãos e Irmãs, Graça e Paz!

“Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,1-8).

É com este questionamento que se encerra o Evangelho deste 29º Domingo do Tempo Comum, dentro deste mês jubilar missionário. Pensando nesta pergunta, recordava que, na mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano, o Papa Francisco abordou algumas expressões-chave que se encontra em At 1,8 que resumem os três fundamentos da vida missionária dos discípulos.

“Recebereis a força do Espírito Santo” ressalta a necessidade do missionário deixar-se sempre fortalecer e guiar pelo Espírito. Foi o Espírito Santo que fortaleceu os discípulos do passado e é Ele que fortalece os discípulos missionários de hoje, dando-lhes coragem e sabedoria para testemunhar Cristo diante do mundo. Sem a força do Espírito nenhum cristão poderá dar testemunho, pois é Ele o verdadeiro protagonista da missão.

 Sereis minhas testemunhas” marca o fato de que todo cristão é chamado a ser missionário e testemunha de Jesus Cristo na dimensão pessoal; mas recorda, principalmente, que toda missão possui uma dimensão comunitária-eclesial, pois todo batizado é chamado à missão na Igreja e por mandato da Igreja, em comunhão com a comunidade eclesial e não por iniciativa própria.

“Até os confins do mundo” mostra o caráter universal da missão evangelizadora do discípulo-missionário do Senhor, impelindo-o sempre a ir mais além dos lugares habituais para levar o testemunho, certos de que o missionário não é enviado (a) para fazer proselitismo, mas para anunciar e cumprir a sua vocação de testemunhar Cristo por toda a parte.

Agora, voltando à nossa pergunta inicial: “Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,1-8). Entendo que esta é uma pergunta que deve ressoar nos ouvidos do coração de todo missionário e toda missionária. Porque a resposta a essa pergunta do Evangelho dependerá de como cada um e cada uma assume seu chamado de ser sal e luz para um mundo que, apesar de todas as facilidades resultantes dos progressos modernos, ainda possui áreas geográficas aonde a Boa Nova do amor de Deus não chegou.

Como a viúva do Evangelho de hoje, Jesus convida seus discípulos a não desanimar na tentativa de estabelecer o reino de Deus no mundo. Mostra que, para que um dia isso aconteça é preciso ser constantes na oração, só assim o cristão, consciente da presença de Deus que o guia em seu caminho de justiça e fraternidade, irá perseverar até estabelecer seu reinado em um mundo dividido e violento.

Para que haja fé sobre a terra quando Jesus voltar é necessário que haja “iluminadores” e “iluminadoras”, pessoas que sabem que somente a oração mantém a esperança, e por isso são capazes de aquecer o mundo com suas preces. Pessoas que a tempo e a contratempo proclamam a Palavra, insistindo na hora certa e na hora errada, repreendendo quando necessário, exortando a todos, com paciência e com o propósito de instruir no verdadeiro caminho do seguimento de Deus. Pessoas que constroem uma Igreja em saída, rumo aos novos horizontes geográficos, sociais, existenciais, para dar testemunho de Cristo e do seu amor a todos os homens e mulheres de cada povo, cultura, estado social, para ajudar a redescobrir a alegria da fé.

Por fim, gostaria de recordar que o mês missionário nos convida a gestos concretos de solidariedade. Assim, em todas as Igrejas do mundo se realizará nos próximos dias 22 e 23 de outubro a coleta missionária, destinada de forma integral para a missão universal. Cada cristão e cristã é convidado a colaborar como possível.

Irmãos e irmãs, unindo-nos em prece, rezemos a Oração do Mês Missionário: Deus Pai, Filho e Espírito Santo, ajudai-nos a viver este Ano Jubilar Missionário, a assumir e a revigorar nossa vocação cristã de discípulos missionários, sendo Igreja sinodal em estado permanente de missão até os confins do mundo. Pela força do Espírito Santo e a exemplo da bem-aventurada Paulina Jaricot, sejamos vossas testemunhas, no anúncio, na oração, na ajuda material e na doação da própria vida, principalmente nos ambientes humanos, culturais, religiosos e geográficos, ainda alheios ao Evangelho. Maria, Rainha das Missões, rogai por nós!

 

Dom Roque Paloschi

Bispo da Igreja que está em Porto Velho-RO

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